sábado, 13 de julho de 2013
A ideia
A ideia deste romance veio durante um jogo de búzios. O Pai Paulo viu que tenho talento literário e pediu para eu escrever a biografia dele. Comecei a entrevistá-lo, no Méier, e acabei conhecendo sua fé, suas esperanças e desilusões. Mas logo entendi que não dava para escrever a biografia. Ele não era Che Guevara e a vida dele, apesar dos altos e baixos, sempre trilhou no caminho da Umbanda. As verdadeiras aventuras do Paulo foram espirituais, mas a biografia seria realística. Por isso, pedi para conhecer os outros médiuns do Centro Espírita, fiz outras entrevistas e acabei envolvendo-me com a Umbanda. De pesquisador, tornei-me um seguidor, de seguidor, um médium do Centro. Aí, entendi que o que eu queria era contar mesmo a "emoção" da Umbanda, tão brasileira e tão internacional ao mesmo tempo. E acho que se o meu romance tem algum merecimento, é por causa desta visão, deste olhar sobre o ser humano, suas crenças e desilusões, seus medos e suas conquistas, dentro de um mundo em que a comunicação com os espíritos torna-se possível, nos compromissos semanais do Centro.
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