sábado, 29 de junho de 2013

Notícias sobre o romance “Retratos na Umbanda” e seu Autor


Sei que parece difícil, até singular, imaginar que um europeu no Brasil possa abraçar uma religião de origem indígena e africana, mas isso acontece. Mesmo assim, o livro que eu quero apresentar não é uma obra religiosa, mas de pura e simples ficção. Só que as personagens e a ambientação estão imersos no mundo da Umbanda. O Autor acompanha a vida dos médiuns de um Centro. Eles estão preparando a festa de Exu. Por isso encontram-se, na terça; o Pai de Santo dá uma palestra e os fiéis o escutam, cada um com sua porção de fé, ilusão e dúvidas. O Pai de Santo também está preocupado, porque ainda deve trabalhar duro para pagar as contas... O protagonista é ele, Pai Francisco, que anda sonhando com si mesmo, de roupa comum, pedindo para si mesmo, de roupa branca ritualística, para fazer uma macumba que o ajude a mudar de vida. E isso vai contra os princípios, contra a sua própria moral. Mas ele está insatisfeito. Dividido entre as necessidades espirituais e materiais.
Temos Enzo e Sofia, Pai Pequeno e Mãe Pequena do Terreiro. Ele vem da favela, quando criança viu um gárgula na janela do vizinho e a mãe o levou para a Igreja Universal; Sofia é de Copacabana e lembra com saudade do pai, grande namorador que, ainda casado, ficou noivo de outra...
O leitor passa de um médium a outro, acompanha seus percursos e caminhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, até a festa de Exu. O ritual, a “gira” em que Enzo não será mais o Enzo, mas Seu Meia Noite, Sofia incorporará Maria Padilha da Porta do Cabaré e Francisco, o Exu Sete Encruzilhadas, guardião do Terreiro. A festa prevê churrasco, a espiritualidade está à flor da pele. Revelações, reflexões que envolvem Zé, velho baiano que não incorpora e repreende todos os filhos de santo, que nunca fazem as coisas direito, e Antônio, o último a ingressar no Centro; descendente de italianos, morador do Morro do Urubu e pintor, Antônio recebeu das entidades a tarefa de desenhar, representar o que vê e sente, durante as sessões.
O romance será lançado nestes dias. Publicação independente. À venda pelo internet, entregue via correio. O Autor, como disse, sou eu.
Matteo Gennari, 38 anos, nascido num bairro na periferia sul de Milão. Morador do Rio de Janeiro há dez anos.
O que é que me trouxe ao Brasil? Difícil explicar. Digamos: o instinto. Durante uma viagem de lazer, amei Salvador da Bahia e Rio de Janeiro. Decidi tentar a sorte. Formado em Letras em Milão, criado num bairro tipo Barra da Tijuca, depois de três meses no Rio, era morador da favela da Rocinha. Trabalhei com crianças carentes, visitei a Baixada atrás de missionários italianos.
Apaixonei-me por uma carioca que me largou depois de um mês. Eu era o quinto ou sexto amante dela, o mais pobre. O marido, um americano da televisão. Lembro-me de mim, caminhando pelas ruas de Copacabana perguntando-me o que é que estava fazendo aqui. E, dentro, tanta coragem e uma vontade imensa de ficar.
Encontrei minha esposa na Rocinha, uma baiana. Adotei os dois filhos dela e tivemos uma filha juntos. Hoje somos moradores do Bairro Peixoto em Copacabana. Hoje, ensino italiano numa empresa italiana.  
A baiana, que diz ser evangélica, apresentou-me ao marido da melhor amiga dela. À noite, o sujeito incorporou um Preto Velho que pediu para falar comigo. Assim começou minha relação com a Umbanda. 
Uma vez, outro preto velho, Seu Cipriano das Encruzilhadas, me disse: “Filho, cê pensou porque cê veio pra esse país? Tá no sangue, filho...”. Ele disse que a Umbanda está no meu sangue, no sangue da minha esposa e da nossa filha, que já deu sinais mediúnicos.
Eu não sei dizer se o que estou lhe contando é ilusão ou verdade. Mas sei que sempre gostei de escrever.  
Tenho duas trilogias na cabeça e um sétimo livro.
A primeira, em italiano, vê: “Morti, amanti e funerali”, “Rio Negra” e “WWWWWWWWW”. “Trilogia del Passato”, costumo chamá-la.  O primeiro livro o publiquei em 2011, na Itália. Os outros dois estão prontos, no meu computador.  
A segunda, em português, vê: “Retratos na Umbanda”, já disponível, “O feiticeiro do Méier” e “As incríveis aventuras de Zé Pelintra”. Intitula-se “Trilogia da Umbanda”. “O feiticeiro do Méier” e “As incríveis aventuras de Zé Pelintra”, no momento, só vivem em minha fantasia.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Obra de ficção com uma singular ambientação: um Centro Umbanda.


"Uma obra de ficção ambientada num centro de Umbanda com suas magias, paixões e medos - A vida real dos médiuns, sua fé, seus esforços - O autor sou eu: um italiano umbandista, morador do Rio de Janeiro".